quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Os filhos de Eva.

Os filhos de Eva.
Os tesouros de Deus e a ousadia Humana.

Quais os maiores tesouros de Deus? O que o torna Divino? Qual a fonte de seu poder?

"Jeová fez assim brotar do solo toda árvore de aspecto desejável e boa para alimento, e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau." Génesis 2:9

Reflita: Se a você tivesse dado o poder de viver enternamente, qual seria o seu conhecimento daqui a 1 milhão de anos, 1 bilhão... infinita, eternamente?

“E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Gênesis 2:16-17

Sim, não pode. O Homem foi criado para servir e ser admirado pelo criador. Um bibelô, um objeto, sem o direito de entender os mistérios da vida e do universo.

Eva ousou, abriu seus olhos e buscou a ciência, o conhecimento. De sua desobediência, nasceu o espírito Humano, o que nos faz diferenciar de todas as outras criaturas mortais. A busca do conhecimento, a eterna insatisfação do presente, do lugar comum, do tédio, que nos faz sempre buscar algo melhor, algo maior, ampliando o conhecimento da Humanidade.

O primeiro bastião Divino havia caído, mas ainda restava uma derradeira árvore. O que faz deus para não perder seu poder?

"Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente, o Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado. E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida." Génesis 3:22-24

Deus protegeu e protege seu último tesouro, com toda sua ira, a sete chaves, garantindo o monopólio do poder universal. Se tivesse Eva alcançado a árvore da vida, todos seríamos deuses.

Ousar sempre, nada mais Humano.

Somos criaturas de Deus, criados por Deus, mas não seus filhos. Que pai negaria a seu filho de se tornar igual ou superior a si? Essa atitude reflete a de um pai zeloso ou um zeloso senhor? Fomos criados para sermos filhos ou servos do criador?

Somos filhos de Eva, sim, todos nós.

Deus criou o Homem. Eva criou a Humanidade!

Se você busca o conhecimento, busca aprender, mudar, fazer algo novo, se libertar, ousar... o seu DNA é o de Eva. Salve Eva, mãe de todos nós, Criadora e Libertadora da Humanidade!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Vida...


O que é a vida, além de um despertar neste universo infinito?...
Um despertar, que logo voltará a se hibernar...
Para, quem sabe?, outras experiências, em outro lugar...

O que á a vida, além de uma convenção humana de comportamento?...
Experiências acumuladas, pela dor ou pelo amor...
Para o bem ou pelo mal...

O que é o bem? O que é o mal?
O bem não seria o que realiza o homem? O que dá prazer ao despertar da vida?
Pobres criaturas, que julgam que o bem é o que limita, abafa, restringe a breve experiência do milagre efêmero da vida...

O bem não seria tudo que expande a experiência verdadeiramente humana?
Tudo o que leva a novos saberes e prazeres?
Não seria o prazer o objetivo final da existência humana e o saber o meio para alcançá-lo?

Porque nos contentamos com as limitações, a ignorância, os acanhamentos, a visão tímida perante o mundo?
Pobre criatura humana, de mente bovina...
Vendo a vida passar, pastando e ruminando em suas limitações e dores...

Gado dos mais diversos rebanhos, para os mais diversos fins...
Religioso, limitado pelo medo imposto do por vir... garantindo o prazer espiritual para poucos...
Social, limitado a fazer o dito necessário... para o prazer material de poucos...
Político, limitado a aprovar idéias alheias... para realizar o prazer do ego de poucos...
Moral, limitado a seguir o modelo do mal disfarçado de bem... para o prazer hipócrita de poucos...
Sexual, limitado pela triste herança cultural, ocidental, medieval... para o prazer e gozo de poucos...

Despertai, vá a busca do prazer, sadio, sem traumas, sem remorsos...
Antes que chegue o momento do último suspiro...
Antes que chegue o momento de assistir o filme de sua vida passando diante dos olhos de sua mente...

Vá a busca do que lhe dá prazer e ao que lhe liberta...
Libertai das amarras do medo, do moralismo retrógrado, das vozes de vovós algozes... Perdidas no seu mundo de tristeza prazerosa... Deturpação doentia da essência divina...

Traumas, remorsos, limitações impostas, regras caducas, guardadas no fundo com as naftalinas mentais, que já cheiram mal...
Hipócritas, faça o que digo e não faça o que faço... Faça pelo todo e anule-se na sua parte...
Mentiras e manipulações emaranhadas e arraigadas, para a dominação do nosso destino, vida e prazeres...

Saia da toca vem para a gandaia...
Para a gandaia da vida, para o prazer do mundo...
Prazer da vida, prazer da liberdade...

Sinta-se livre, sinta-se feliz, sinta-se vivo...
Viva a vida... Viva a Vida!
Viva o prazer, sinta o prazer...

O prazer autentico, que não mente... sincero... verdadeiro... presente...
O prazer feroz, que não se acovarda... que não se anula... que não se deixa dominar...
O prazer que acaricia e liberta a mente... para o gozo da alma...

Goze a vida, goze muito...
Goze todos os dias, todas as horas...
Goze em cada gesto, em cada ação, em cada decisão...

Se estiver em dúvida de qual caminho trilhar...
Se a preocupação atormentar sua mente e sua paz...
Escolha o caminho do prazer, da motivação, do tesão... O caminho que liberta...

sábado, 10 de abril de 2010

O tempo...

O tempo...

O tempo não para... dizia Cazuza...

Mas, o que seria o tempo?

Como num automóvel ou trem, você pode ter duas perspectiva. Ou percerber que você está em movimento ou que a paissagem é que está se movimentando.

Extrapolando para o tempo... você pode perceber que o tempo está passando ou que é você quem está passando.

Quem está parado? Quem está se movimentando?

Para uma borboleta, a vida é fulgaz, passa rápido. Para um ser humano, demora um pouco mais. Para uma montanha, muito mais. Para um planeta, uma enormidade. Para uma galáxia, quase uma eternidade. Para o universo, toda a eternidade...

Toda a eternidade... então o tempo é eterno? O que é eterno não passa... dura para sempre e sempre existiu... Vendo melhor, está parado, estático. Foi, é e será o que sempre foi... como diria Caetano...

Nessa eternidade ou estática do tempo, nós passamos... nascemos, crescemos, amadurecemos, envelhecemos e morremos... início, meio e fim.

Na verdade, o tempo nunca passou... sempre esteve parado. Nosso automóvel da vida é que passa pelo tempo, dando-nos uma perspectiva de que o tempo passa...

Segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos, milênios, eras... contabilizados pela perspectiva do que passa e não pelo que sempre foi e sempre será, o tempo.

Tudo passa, tudo sempre, passará... num indo e vindo infinito... (Lulu Santos).

Tudo passa, menos o tempo... Tudo está em transformação, menos o tempo... Tudo está em mutação, menos o tempo...

O tempo é o contexto de todas as coisas, o cenário, o pano de fundo por onde passa o teatro de nossas vidas...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sobre as dimensões...

Sobre as dimensões...

Partindo do ponto temos a dimensão zero. Equivale ao nada. Nada existe em um ponto. Um ponto é simplesmente nada.

Embora seja nada, o ponto é o início de tudo, literalmente o ponto de partida do universo polidimensional.

Desdobrando o ponto, temos uma dimensão, a reta. A reta é a primeira dimensão onde pode existir algo diferente do nada. A projeção da reta na dimensão abaixo, o ponto, é um ponto. Ou seja, nada. Nada existe abaixo da primeira dimensão.

Um ser unidimensional viveria apenas em uma dimensão, como se a vida só tivesse um caminho...

Desdobrando a reta, temos uma segunda dimensão, o plano. Duas dimensões ortogonais. O ser unidimensional para ver a segunda dimensão deveria desdobrar sua visão, algo impossível para este ser, preso em sua unidimensionalidade.

Um ser bidimensional vive num plano, a união de infinitas retas paralelas. Infinitos universos unidimensionais paralelos separados por membranas infinitesimais. Podemos chegar a conclusão que um ser bidimensional seria formado por infinitos seres unidimensionais que vivem em dimensões unidimensionais paralelas.

Desdobrando o plano, temos uma terceria dimensão, o cubo, a nossa realidade... Cada um de nós sendo formado por infinitos seres bidimensionais que vivem em dimensões bidimensionais paralelas... Somos a união de infinitos seres que vivem em dimensões paralelas abaixo da nossa realidade tridimensional. Como podemos vê-los? Basta olhar para nós mesmos que estaremos vendo a todos... sendo impossível separá-los para vê-los individualmente, fazendo parte de uma união perfeita sem margem para separações, pois não existem lâminas infinitesimais...

Estamos presos neste cubo, não podemos desdobrar nossa visão para ver a outra reta ortogonal da quarta dimensão, devido a nossa limitação tridimensional.

No entanto, podemos ter uma certeza... existe um ser tetradimensional que é a união de infinitos seres tridimensionais que vivem em dimensões tridimensionais paralelas, dimensões estas separadas por membranas infinitessimais, que estão aqui ao lado, mas não podemos vê-las... somos parte de algo maior, que se une em um único ser...

Desdobrando o cubo...

Desdobrando o ...

Desdobrando até o infinito, existe um Ser que é a união de todos os infinitos dimensionais paralelos... desta forma, podemos concluir que somos todos parte deste Ser de infinitas dimensões...

Então o que seriam as dimensões? Seriam apenas uma ilusão ou abstração de Algo de dimensões infinitas, dando a ilusão da existência de universos dimensionais paralelos, quando na verdade o paralelismo não existe, mas sim o Infinito?

Para o Algo com dimensões infinitas, o conceito de dimensão não existiria, possuindo uma forma que extrapola o conceito de dimensão? Ou seja, sem ilusões, sem limitações, simplesmente Ser em toda totalidade?

O que seria esta ilusão das dimensões? Seria nossa limitação para entender e enxergar o Todo?

Seria possível se desdobrar para ver as outras dimensões? Este desdobrar não seria apenas elevar o nível de consciência sobre o Todo e, no nível mais elevado, se identificar como sendo, não parte, mas o verdadeiro Todo?

Seria esta a conclusão do grande poema de Gregório de Matos Guerra?

"O todo sem a parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
Não se diga, que é parte, sendo todo."
                             (Gregório de Matos)