sábado, 10 de abril de 2010

O tempo...

O tempo...

O tempo não para... dizia Cazuza...

Mas, o que seria o tempo?

Como num automóvel ou trem, você pode ter duas perspectiva. Ou percerber que você está em movimento ou que a paissagem é que está se movimentando.

Extrapolando para o tempo... você pode perceber que o tempo está passando ou que é você quem está passando.

Quem está parado? Quem está se movimentando?

Para uma borboleta, a vida é fulgaz, passa rápido. Para um ser humano, demora um pouco mais. Para uma montanha, muito mais. Para um planeta, uma enormidade. Para uma galáxia, quase uma eternidade. Para o universo, toda a eternidade...

Toda a eternidade... então o tempo é eterno? O que é eterno não passa... dura para sempre e sempre existiu... Vendo melhor, está parado, estático. Foi, é e será o que sempre foi... como diria Caetano...

Nessa eternidade ou estática do tempo, nós passamos... nascemos, crescemos, amadurecemos, envelhecemos e morremos... início, meio e fim.

Na verdade, o tempo nunca passou... sempre esteve parado. Nosso automóvel da vida é que passa pelo tempo, dando-nos uma perspectiva de que o tempo passa...

Segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos, milênios, eras... contabilizados pela perspectiva do que passa e não pelo que sempre foi e sempre será, o tempo.

Tudo passa, tudo sempre, passará... num indo e vindo infinito... (Lulu Santos).

Tudo passa, menos o tempo... Tudo está em transformação, menos o tempo... Tudo está em mutação, menos o tempo...

O tempo é o contexto de todas as coisas, o cenário, o pano de fundo por onde passa o teatro de nossas vidas...

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